
Osteonecrose da cabeça femoral
03/11/2018
Síndrome do Túnel do Carpo
06/11/2018por Dr. Rodrigo Macedo – Cirurgia de Pé e Tornozelo
A fratura do tornozelo acontece geralmente após movimentos torcionais, nos quais a energia do trauma é dissipada principalmente através dos ossos, ocasionando a quebra da sua integridade, levando a fratura. Alguns trabalhos biomecânicos demonstram que, nesta região, desvios da articulação de apenas um milímetro são capazes de modificar em > 100% a distribuição de cargas, levando a alterações degenerativas (osteoartrite) e dor.

A identificação precoce e o tratamento visam manter a posição anatômica da articulação. Muitas vezes, em casos em que não há desvio e os fragmentos são estáveis, podemos tratar de forma não cirúrgica, através de gessos o órteses.
Entretanto, na presença de desvios e/ou instabilidades, a redução anatômica sob visualização direta dos fragmentos e da articulação e sua fixação através de dispositivos como placas e parafusos se faz fundamental.

O objetivo desses materiais é manter os fragmentos ósseos na posição até que a consolidação aconteça na posição adequada. Após esse período, que em média, leva aproximadamente três meses, mas é variável entre indivíduos de diferentes faixas etárias, a presença do material de síntese é indiferente, pois já cumpriu seu papel, permitindo a consolidação óssea de maneira anatômica, podendo até mesmo ser retirado sem prejuízo algum.
O pós-operatório deve priorizar a integridade das partes moles, o estímulo a mobilidade articular e a liberação de carga protegida por órteses e muletas ou andador o mais breve possível, afim de permitir a pronta recuperação e minimizar possíveis complicações tais como rigidez articular e alterações de sensibilidade local.




