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05/05/2022Introdução
Fraturas podem causar limitações intensas e gerar sequelas. O tratamento ortopédico das fraturas evoluiu com o uso de técnicas modernas.
O que é fratura de um osso?
Fratura é um osso quebrado. Mas não apenas o osso completamente quebrado é chamado de fratura. As fraturas podem ser:
- Completas e sair do lugar (desviadas)
- Completas sem sair do lugar (sem desvio)
- Incompletas (chamadas popularmente de trincado)

Fratura completa do rádio (esquerda) e incompleta do rádio (direita).
Em que situações um osso pode quebrar?
Com relação ao mecanismo, as fraturas podem ser:
- Fraturas por trauma:
- Lesões esportivas como pancadas, contusões e torções
- Acidentes domésticos, como quedas
- Acidentes automobilísticos, atropelamentos
- Outros
- Fraturas sem trauma, por uma lesão crônica do osso:
- Fraturas de estresse por sobrecarga em atletas
- Fraturas de insuficiência no osso fragilizado em idosos
- Fraturas em doenças osteometabólicas

Ressonância magnética mostrando fratura de insuficiência no joelho.
Com relação ao perfil de paciente ou situação clínica, são mais frequentes em:
- Crianças
- Quedas ao brincar, com fraturas de punho, cotovelo e dedos
- Adultos jovens
- Trauma esportivo: fratura de tornozelo, punho, clavícula, etc.
- Trauma automobilístico: fratura de fêmur, tíbia, pelve, etc
- Idosos
- Fraturas decorrentes de osteoporose e quedas: fêmur, coluna, punho, ombro
Como diagnosticar um osso quebrado?
Algumas fraturas são óbvias: se um braço ou perna ficar torto após um trauma, com dor forte e incapacidade completa de movimentar o local quebrado.
Porém, grande parte delas não causam deformidades óbvias ou incapacidade completa. Pacientes com fraturas incompletas ou estáveis podem ser capazes de andar sobre um membro fraturado, por exemplo.
Portanto, a única forma segura de diagnosticá-la é com avaliação médica e exames de imagem.
As radiografias permitem o diagnóstico da maioria das fraturas, principalmente as completas e desviadas.
Fraturas próximas a articulações, ou em alguns ossos de anatomia complexa, podem precisar de tomografia computadorizada, para avaliação detalhada em três dimensões.
Por fim, algumas podem ser ocultas, e necessitam de ressonância magnética para seu diagnóstico preciso, como fraturas ocultas do escafóide ou do colo do fêmur. Avaliação de lesões ligamentares associadas a uma fratura pode ser uma outra indicação de ressonância magnética.
O que fazer em caso de suspeita de fraturas?
Em caso de suspeita de fratura em uma das seguintes situações de gravidade, ligue para um serviço de emergência:
- Trauma grave: queda de altura, acidente automobilístico ou atropelamento
- Vítima não responsiva
- Ferimento com sangramento
- Suspeita de lesão na coluna
- Incapacidade de se mexer por dor muito intensa
- Deformidade em um membro
- Perda de sensação ou alteração da circulação do membro
Nestas situações de gravidade, evite mobilizar a vítima e aguarde socorro, evitando o risco de piorar alguma lesão.
Mesmo em situações menos graves, alguns cuidados são relevantes:
- Imobilização do segmento machucado
- Tipóia simples com uma toalha ou tecido para lesão de membro superior
- Talas provisórias
- Nunca tente endireitar ou colocar no lugar uma suspeita de fratura ou luxação
- Não apoiar o peso do corpo no membro machucado
- Bolsa de gelo em caso de lesões de extremidades
- Buscar ajuda médica imediatamente
Quais os tratamentos disponíveis para fraturas?
Para definir o tratamento de uma fratura, muitas características são analisadas:
- Qual o osso quebrado
- Conformação exata da fratura
- Desvio (estar fora do lugar)
- Estável ou instável (capacidade de se manter ou sair do lugar)
- Idade: crianças, adultos ou idosos
- Perfil de atividade e saúde do paciente
De modo geral podem ser tratadas sem cirurgias ou com cirurgia.
Atualmente, as fraturas sem desvio, estáveis, que permitam um grau menor de restrição, são tratadas sem cirurgia. Isto inclui a maior parte das fraturas em crianças e as incompletas.
Por outro lado, grande parte das que necessitem de muito tempo de imobilização, restrição de carga, que estejam fora do lugar e sejam instáveis, atualmente sem tratadas com cirurgia, para permitir uma recuperação mais fácil e livre de complicações.
São ferramentas para o tratamento de fraturas sem cirurgia:
- Imobilização
- Gesso circular (convencional ou sintético que pode molhar)
- Tala gessada
- Órteses:
- Bota ou sandália ortopédica
- Talas ou imobilizadores removíveis de joelho, punho, etc
- Tipóia
- Coletes para fraturas de coluna
- Órteses individualizadas: plástico moldável, impressão 3D
- Restrição de carga
- Muletas
- Andador
- Bengala

Gesso sintético, que pode molhar, para tratamento de fratura em criança

Uso de bota ortopédica e andador para tratamento de fratura do tornozelo
- Reabilitação
- Pode ser imediata ou após período de imobilização exclusiva
Já o seu tratamento cirúrgico pode incluir:
- Redução: o ato de colocar um osso quebrado no lugar
- Fechada: com manipulação pelo médico, mas sem abrir a pele
- Aberta: através de corte, com manipulação direta do osso
- Fixação: aplicação de material para manter o osso no lugar
- Placas e parafusos
- ex: punho, tornozelo
- Hastes intramedulares
- ex: fêmur, tíbia
- Fios metálicos
- Ex: dedos, fraturas em crianças
- Sutura e âncoras
- arrancamento por tendões

Placa e parafuso para tratamento de fratura do tornozelo

Tratamento de fratura do fêmur com haste intramedular
- arrancamento por tendões
- Placas e parafusos
- Substituição
- Prótese de quadril para fratura do fêmur em idosos
- Prótese de cabeça do rádio

Prótese de quadril para tratamento de fratura de colo do fêmur no idoso
- Reabilitação: também é essencial após o tratamento cirúrgico
- Dependendo do tipo de fratura e da fixação, pode haver maior ou menor restrição na reabilitação



